Reino Unido dá os primeiros passos para implantar a medicina personalizada no seu sistema público de saúde

9 de Julho, 2018 – University of Aberdeen

Pacientes escoceses podem se beneficiar de uma revolução na medicina personalizada, graças aos enormes investimentos na tecnologia de sequenciamento genético.

Pesquisadores dizem que técnicas pioneiras que podem sequenciar toda a composição genética de uma pessoa em menos de três dias, tem potencial para transformar o sistema de saúde nas próximas décadas.

A criação de dois centros de ponta para o sequenciamento do genoma, em Edimburgo e Glasgow, e a contribuição do pessoal do NHS (Sistema Nacional de Saúde) de toda a Escócia, lançaram as bases que possibilitarão essa transformação.

O trabalho realizado pela Scottish Genomes Partnership, uma colaboração liderada pelas Universidades de Edimburgo, Glasgow, Aberdeen e Dundee e do NHS da Escócia, deu aos pesquisadores acesso sem precedentes a tecnologias de sequenciamento.

As descobertas do projeto já estão ajudando a melhorar o diagnóstico de pacientes no NHS escocês, além de promover o entendimento de doenças raras e comuns, incluindo o câncer.

 

Mais de 400 pacientes do NHS escocês e suas famílias já tiveram sua composição genética decodificada sob o esquema. Os Serviços de Genética Regional do NHS Scotland identificaram pacientes com condições hereditárias raras, o suficiente para alocar o restante dos 1.000 genomas disponíveis na Escócia como parte do Projeto de 100.000 Genomas.

O professor Tim Aitman, diretor do Centro de Medicina Genômica e Experimental da Universidade de Edimburgo, é co-presidente da Parceria dos Genomas Escoceses.
Ele disse: “Como o NHS completa 70 anos, esta é a oportunidade perfeita para a ‘Parceria dos Genoma Escoceses’ destacar sua esperança para o futuro por meio  da parceria entre quatro escolas de medicina da Escócia, o NHS Scotland Genetics e o Laboratory and Genomics England.

“Essa tecnologia oferece uma das maiores oportunidades para o NHS de hoje, fornecendo informações moleculares precisas que estão alterando o gerenciamento e a prevenção de doenças. Estamos ansiosos para trabalhar com participantes e financiadores para entregar a próxima fase deste projeto de medicina genômica para o povo escocês.”.

O professor Andrew Biankin, diretor do Wolfson Wohl Cancer Research Center da Universidade de Glasgow e co-presidente da Scottish Genomes Partnership, disse:

“Testes genômicos nos permitem começar a prever quais terapias funcionarão melhor para um determinado paciente com câncer, melhorando os resultados terapêuticos e minimizando os efeitos colaterais e custo. O NHS está otimamente posicionado para liderar o desenvolvimento e a implementação de estratégias da medicina de precisão para o câncer “.

O Scottish Genomes Partnership recebeu fundos do NHS escocês, do governo da Escócia e do Conselho Médico para Pesquisa do Reino Unido. A entidade também colabora com a Genomics England, fazendo parte do projeto 100.000 Genomas.

O professor Zosia Miedzybrodzka, da Universidade de Aberdeen e chefe clínico do Consórcio NHS Scotland Genetics, disse: “Os cientistas e médicos do NHS escocês trabalharão ao longo do próximo ano para tornar os complexos dados de sequenciamentos de DNA já coletados em resultados de testes que possam fazer uma diferença real para as vidas de pacientes e suas famílias”.

Fonte:  University of Aberdeen 

Leia Mais:      The Guardian 

Digite um comentário

error: Conteúdo protegido.